terça-feira, 13 de maio de 2008

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, pede demissão

13/05/2008 18:34:18

RIO DE JANEIRO (Da Redação Click21), 13 de maio – A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão nesta terça-feira. A carta formalizando o pedido foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a assessoria da ministra, a decisão é irrevogável.

Marina Silva, que está no ministério desde o início da gestão de Lula, em 2002, estava tendo conflitos com a Casa Civil e com o Ministério da Agricultura.

O Planalto ainda não disse se aceita a demissão.


Nossa opinião: É lamentável a saída da ministra Marina Silva, não porque, seja insubstituível e sim por que, vinha realizando um excelente trabalho a frente da sua pasta (ministério do meio ambiente) e isso incomoda aquelas pessoas, que não têm compromisso com a população, com a verdade e com a justiça. Com certeza a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, no Pará, interesses contrariados de madeireiros na Amazônia brasileira,MS, corrupção e suborno de autoridades ambientais etc, contribuiram muito para isso. Hoje 13 de maio, quando se comemoram 120 anos de libertação do negro à escravidão, uma negra, mas honrada ministra, competente em seu trabalho, como o são, nossas valiosas mulheres brasileiras, cai atingida pelos grilhões do poder econômico tirano. Vamos continuar lutando ministra e acreditando que o grito de Zumbi, no quilombo de palmares, não foi em vão! Estamos juntos!

Fonte: Site click 21

domingo, 11 de maio de 2008

Crise de alimentos fará do Brasil 'celeiro do mundo', avaliam especialistas


Colheita de trigo no Brasil: país ainda depende das importações do produto para abastecer seu mercado (Foto: José Luiz da Conceição/Ag. Estado)

A crise alimentícia que tem trazido preocupação ao mundo mostra-se uma boa oportunidade para o crescimento do agronegócio brasileiro.

Segundo especialistas em economia agrária ouvidos pelo G1, o país é uma das nações mais preparadas para suprir a atual escassez de alimentos – ganhando mercados e lucros para seus agricultores no processo.

“Somos o principal beneficiário dessa conjuntura”, afirma Marcos Fava Neves, professor de estratégia do curso de Administração da USP.

“Hoje, já somos líderes mundiais na produção de diversos produtos agrícolas, como carne bovina, suco de laranja e soja. Amanhã, o Brasil poderá ser o celeiro do mundo, a solução do problema da inflação dos alimentos”, proclama.

"Estamos vindo de uma safra muito boa, rentável ao produtor, com muito investimento em tecnologia. Isso implica aumento de produtividade e dá uma boa perspectiva", confirma Ana Laura Menegatti, analista da consultoria MB Agro.

Safra recorde

A previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que, neste ano, a safra atinja um recorde de 142,03 milhões de toneladas de grãos colhidos. Esse volume representa um crescimento de mais de 120% em apenas dez anos – a safra 1997/1998 foi de 76,558 milhões de toneladas de grãos.

Ainda assim, as perspectivas são de forte incremento da produção. O país tem cerca de 400 milhões de hectares de terras aráveis. Desse espaço, apenas cerca de 60 milhões de hectares são hoje destinados à agricultura.


"Entre os grandes produtores, o Brasil é o que tem mais área potencialmente arável. Pode crescer tanto por incorporação dessas áreas, onde o país tem vantagem, como por aumento de produtividade. O Brasil pode se destacar em agricultura", diz Ana Laura.


A lista mostra os dez países com maior quantidade de terra arável no mundo.

Segundo Fava Neves, o potencial de crescimento da agricultura brasileira é amplo. “Temos 120 milhões de hectares que podem ser incorporados à produção agrícola sem qualquer dano ambiental. Temos também um clima muito favorável para a agricultura e água abundante – um recurso cada vez mais escasso no mundo hoje”, lista.

Além disso, também há o interesse dos investidores externos pelo Brasil. “Somos hoje o mercado para o qual os investidores mais olham. Temos uma quantidade enorme de investidores que querem colocar dinheiro na nossa agricultura”, diz o professor da USP.

Segundo ele, cerca de 4 milhões de hectares dos campos agrícolas brasileiros já são de propriedade de grupos estrangeiros.

Tecnologia

Nos últimos dez anos, a área plantada no Brasil cresceu pouco menos de 35%. Nesse período, a produtividade cresceu de 2.187 quilos por hectare, na safra de 1997/1998, para uma previsão 3.026 dez anos depois – uma mostra do aumento do uso da tecnologia nas culturas.

Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil

Embarque de soja em Rondônia: segundo analistas, Brasil pode se tornar o celeiro do mundo. (Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)

"O agronegócio vem passando por intenso processo de profissionalização, que é intimamente ligado à melhoria de produtividade", diz a analista da MB Agro. A tecnologia usada nas lavouras de soja, por exemplo, é considerada de ponta, permitindo produtividade tão boa quanto a norte-americana.

“Temos espaço, clima e tecnologia. Acredito que, se fizermos todo o trabalho certo, poderemos dobrar nossa produção agrícola e triplicar as exportações do agronégócio (hoje na casa de US$ 50 bilhões anuais) no período de cinco a oito anos”, prevê Fava Neves.

Substituição de pastagens

Os especialistas entendem que a melhor perspectiva de crescimento para o agronegócio brasileiro está na substituição de pastagens pela lavoura. A área destinada a pastagens é três vezes a utilizada pela agricultura. "Nossa pecuária é extensiva. Se for intensificada, libera mais áreas para plantio de grãos, sem redução de nenhum dos dois produtos", diz Ana Laura.

Saiba mais, click no link G1 em nossa página.

Uma parte considerável dessas pastagens hoje se encontra em processo de degradação, por falta de manejo adequado, sem capacidade de produzir forragem suficiente para suportar uma quantidade razoável de animais.

"Podemos introduzir algumas tecnologias que permitam recuperação dessas áreas, e seria possível produzir mais bovinos em área menor, destinando uma parte dessa área para produção de grãos, alimentos", diz Kepler Euclides Filho, engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

"A gente sabe que tem área que está sendo usada abaixo do seu potencial produtivo. Então, nosso crescimento não implica necessariamente plantar onde não pode, mas fazer um melhor aproveitamento dos recursos já disponíveis", concorda Ana Laura.

Produção e consumo

A preocupação dos organismos internacionais, no entanto, é que esse crescimento não seja suficiente. Em 2006, puxada pela melhora das condições de vida nos países em desenvolvimento – especialmente China e Índia -, a demanda mundial dos principais grãos ultrapassou a produção.

Zhao Yingquan/Xinhua/AE

Agricultor em plantação de arroz na China: país é o maior produtor mundial do grão. (Foto: Zhao Yingquan/Xinhua/AE)

O caso mais emblemático é o do milho. O consumo mundial de quase 722 milhões de toneladas do produto no ano superou as 689 milhões de toneladas produzidas – e reduziu os estoques globais em cerca de 27%. O fato de cerca de 30% da produção americana de milho ter sido desviada para a fabricação de etanol também teria pesado nessa conta, de acordo com os especialistas. O mundo também produziu menos soja, arroz e trigo do que foi consumido.

E o mercado interno brasileiro, pode ser afetado por essa inflação mundial? Dificilmente, segundo Fava Neves. “Nossa produção ainda é muito superior à demanda nacional”, afirma. No entanto, ele ressalva que a situação pode ser diferente para alguns produtos nos quais o Brasil é dependente do mercado externo – em especial o trigo, commoditie na qual o país é um dos maiores importadores do mundo.

Obstáculos

Para conseguir alcançar esse cenário positivo, no entanto, é preciso que o país supere uma série de barreiras.

“É preciso romper as travas administrativas e ideológicas do governo para que dinheiro de fora entre logo aqui, para resolver nossos problemas de logística e infra-estrutura”, diz Fava Neves.

Segundo ele, o principal problema nacional seria o “péssimo” estado em que se encontram portos e estradas. Essa degradação causaria a perda de uma fração considerável da produção ao longo do caminho até os consumidores, sejam do Brasil ou do exterior.

"A infra-estrutura, sem dúvida, ainda é um grande gargalo que tem que ser resolvido no futuro próximo se a gente deseja ser o celeiro do mundo", concorda Ana Laura, da MB Agro. "Tem regiões no Mato Grosso, por exemplo, onde por causa do custo ainda não compensa produzir", relata.

Os altos preços dos insumos agrícolas também freiam a expansão da produção. O Brasil ainda importa cerca de 80% dos fertilizantes que usa – e os preços vêm batendo recordes mês após mês. “Se aumentar muito nossa produção, pode faltar fertilizante”, adverte o professor da USP.

Fonte: G1

Nossa opinião: Todos nós brasileiros, do mais culto ao mais humilde, sabe que nosso país é rico em terras férteis, é o maior país da América do sul e um dos maiores do mundo, o que mais possui água no planeta, possui um clima privilegiado, com as quatro estações do ano bem definidas e têm um povo inteligente, bonito de coração e trabalhador. Portanto, Senhores governantes, o que falta, para nos tornarmos uma potência mundial, inclusive em alimentos, biocombustíveis etc é o que o presidente Lula falou ontem, quando da assinatura do PAC, na Bahia: "O nível de instrução é importante sim, porém, infinitamente mais importante que isso é a inteligência e honestidade para com nosso povo. Todos, lá fora, inclusive, sabem disso! Não é a toa que já na década de 70, a então primeira ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher dissera: Poucos empresários do Brasil, poderiam pagar sua dívida externa e ainda sobraria uma fortuna para cada brasileiro...isto é, se o governo do Brasil fosse sério! Ainda o demoníaco, mas inteligente(lamentavelmente para o mal) Adolf Htler, teria planos em capturar ao final, o Brasil e transforma-lo no celeiro do mundo.

"Autoridades- Guardadas as devidas proporções, o povo não é mais inocente e ingênuo, portanto chega de conversa fiada e vamos agir"!

Ainda palavras do presidente Lula na Bahia: "Não é possível que os ricos, fiquem cada vez, mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres"!

Biólogo Ambiental Carlos Simas










sábado, 10 de maio de 2008

Aveia Contra o Colesterol


A vontade de mudar tem que partir de cada um de nós. Mas como reencontrar o caminho de uma vida mais saudável?

Que tal começar com alguns alimentos baratos, fáceis de encontrar? A pedido do Globo Repórter, uma das principais universidade do país fez a lista dos sete alimentos mais importantes na prevenção de doenças.

Foi muito trabalho extra nos finais de semana, mas a recompensa veio logo. O médico Renato Romani, coordenador da pesquisa, comprovou na prática o efeito poderoso de um alimento funcional, para espanto de muita gente.

"Eu duvidava! Na verdade, era uma pesquisa. Colaboramos com a pesquisa e deu certo! Tanto que hoje em dia eu falo para todo mundo comer aveia se estiver com o colesterol alto porque funciona”, comemora a secretária Rosana Afonso.

Rosana comeu aveia todos os dias durante um mês. E, sem mudar mais nada na rotina, conseguiu baixar 38 pontos na taxa do mau colesterol. A experiência foi compartilhada por mais de 120 pessoas que participaram da pesquisa do Centro de Medicina de Atividade Física do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em Riacho Grande, um bairro da cidade de São Bernardo do Campo, moram 4,5 mil pessoas. Jeitinho de cidade do interior, mas cara de metrópole quando se trata da saúde da população: 12% estavam com o colesterol alto quando o médico decidiu fazer o estudo.

"Associando colesterol alto com pressão alta e obesidade, o risco de o coração falhar ou de ter um problema cardíaco é muito grande", explica Renato Romanai.

Para ser eficiente, a aveia tem que ser consumida todos os dias. E basta o equivalente a meio copo. Pode ser no leite, na sopa, misturada a qualquer alimento. E como dona Helena, o filho dela, o chaveiro Ademacir Aparecido de Melo, também não foi persistente. Ele esqueceu a aveia assim que a pesquisa acabou. Resultado: colesterol nas alturas e risco cardíaco tratado com remédio de farmácia.

"Comprei 90 cápsulas e paguei R$ 28. A caixa da aveia está R$ 1,50 com 400 gramas. Já estou pensando em comer aveia", diz Ademacir.

Hoje em dia, saúde é muito mais uma questão de disciplina do que de falta de informação. As pesquisas estão aí para comprovar. No caso de Riacho Grande, a aveia baixou o colesterol em 75% dos participantes da pesquisa.

"Isso é excelente! Imaginar que a aveia é um alimento, não é uma medicação, e que ela faz parte de um grupo de alimentos considerados funcionais – ou seja, podem fazer parte da dieta sem maiores preocupações – e ainda conseguir melhorar o seu colesterol é um resultado impressionante", avalia Renato Romani.

Alimento funcional era um conceito restrito aos laboratórios até bem pouco tempo. Mas de dez anos para cá, milhares de estudos saíram das universidades e quase sempre eles dizem que olhar para trás pode ser o caminho a seguir.

"A gente precisa resgatar aqueles alimentos que no passado já se conhecia como bons alimentos. Arroz, feijão e aveia, por exemplo", afirma Gláucia Pastore, cientista de alimentos da Universidade de Campinas (Unicamp).

Nesse resgate do que é bom, a pesquisadora-chefe elaborou uma lista de alimentos que são naturalmente remédios: soja, aveia, peixe, brócolis, alho, castanhas e açaí. Além desses, existem dezenas de alimentos funcionais, é claro. Mas a lista da Unicamp destaca os sete mais poderosos de tudo o que foi pesquisado até agora.

"Eles vão tornar as pessoas mais capazes de resistir aos diversos tipos de problema, ter uma vida mais saudável, estar mais produtivas e envelhecer menos rapidamente", diz Gláucia Pastore.

Para garantir o bom colesterol, nada melhor do que comer peixe de duas a três vezes por semana e, de preferência, sardinha ou salmão.

Para baixar o mau colesterol, meio copo por dia de aveia, como dito na pesquisa feita em São Bernardo do Campo.

Leite, queijo e carne, sendo de soja, dá para comer à vontade, sem culpa, porque fazem bem.

Minerais importantes, como selênio e zinco, são garantidos com pequenas porções de castanhas ou nozes.

Junto com repolhos e couves, o brócolis lidera o trabalho de limpeza das toxinas em nosso organismo.

O açaí, frutinha típica da Região Norte, tem até dez vezes mais antioxidantes do que outras frutas.

Mas a lista tem um item um tanto "polêmico" ao paladar.

"Acho que o alho é um legado das gerações passadas que a gente precisa prestar ainda mais atenção. Ele é antiinflamatório, pela sua composição, e também um normalizador da pressão arterial", explica Gláucia Pastore.

E quanto mais cru melhor para a nossa saúde. Que aventura! Gostando ou não, tem um jeitinho para começar.

Uma hora no forno, e o alho bem assado até fica com um gostinho adocicado. Na panela, a dica é apenas dourar. Se deixar torrar, fica muito amargo. E, por último, um conselho que vem junto com a lista dos poderosos funcionais.

"O alimento funcional tem que estar presente com constância na dieta. Não é o tipo de alimento que você ingere hoje e amanhã esquece e espera que os resultados aconteçam", alerta Gláucia Pastore.

Fonte: Globo.com


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Genótipo de agente da tuberculose encontrado no Rio pode ter virulência maior

Microrganismo causador da Tuberculose


Um terço dos casos de tuberculose ocorridos na cidade do Rio de Janeiro entre 2002 e 2003 foi causado por cepas de Mycobacterium tuberculosis que apresentam um genótipo particular e que podem ter virulência diferente do normal. A descoberta foi feita por um recente estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Durante a pesquisa, identificou-se uma "família" de linhagens do bacilo, chamada RDRio, tendo em comum a perda de uma grande fração do DNA de uma bactéria ancestral, num processo chamado deleção. Esta é a maior deleção já encontrada entre as variedades de M. tuberculosis no mundo que pode ter conseqüências para a transmissão e o combate à doença, que ainda estão sendo estudadas. Apesar dos dados analisados serem referentes a 2002 e 2003, os pesquisadores acreditam que a proporção de casos causados pela cepa se mantém estável.



Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a tuberculose registra cerca de 9 mil casos anuais no Rio de Janeiro. A principal causadora da doença é a bactéria M. tuberculosis, que tem suas linhagens diferenciadas por pequenas alterações do DNA. Tais modificações podem ocorrer através de inserções, inversões, duplicações e vários outros eventos genéticos. A variedade RDRio, encontrada pelos pesquisadores, tem sua origem numa recombinação homóloga, que gerou uma deleção única, com a perda de cerca de 0,5% de todo seu genoma.

"Já foram encontradas linhagens com outras deleções prevalentes em outras regiões do mundo, por exemplo, na África do Sul, mas nunca apresentando uma deleção ou uma prevalência deste tamanho", explica o pesquisador Philip Suffys, do Laboratório de Biologia Molecular Aplicada a Microbactérias do IOC, responsável por parte da caracterização deste genótipo no Brasil. "Essas diferenciações acontecem por acaso, mas sua sobrevivência até hoje e sua expressividade indicam que a perda deste pedaço considerável de material genético lhe dá alguma vantagem competitiva", diz ele.

Suffys afirma que ainda é cedo para saber detalhes sobre a virulência, disseminação ou sintomas causados por este genótipo. Porém, explica que o estudo, publicado na edição de dezembro da revista Journal of Clinical Microbiology, apontou que entre os genes pertencentes à deleção havia dois do tipo conhecido como "PPE" (Proline-Proline-Glutamic acid), além de outros com função metabólica ou ainda desconhecida. "Os genes PPE são geralmente associados com variabilidade na apresentação de antígenos durante a resposta imune", conta Suffys. "A ausência destes genes poderia tornar estas cepas menos visíveis por nosso sistema de defesa".

Presença da bactéria no território brasileiro pode ser maior

O pesquisador considera que mais testes são necessários para que se determinem as diferenças que essa deleção pode trazer para a bactéria. "Ainda estamos na fase inicial das testagens, não há dados conclusivos para sabermos se sua virulência foi alterada", explica.

Apesar do grande número de casos relacionados à infecção por este genótipo de M. tuberculosis no Rio de Janeiro, Suffys afirma que sua origem e distribuição ainda precisam ser esclarecidas. Ela faz parte de um grupo de linhagens de M. tuberculosis denominado Latin American Mediteranean (LAM), muito comum em outras partes do Brasil e do mundo. "Apesar de ser denominada RDRio, é possível que ela apareça em outros pontos do território brasileiro, onde talvez seja ainda mais disseminada do que no Rio de Janeiro", o especialista pondera. "Outras linhagens desse grupo já foram observadas dentro e fora do Brasil e temos evidências preliminares de que o mesmo ocorre nesse caso".

Caso essa previsão se confirme, de acordo com o pesquisador, será necessário ter mais atenção quanto à utilização de novas formas de diagnóstico da tuberculose. Suffys explica que, nesse caso, será preciso tomar cuidado para que eles não sejam baseados em informações contidas em trechos de DNA que façam parte da deleção da linhagem RDRio. "Essa deleção supostamente não terá muita influência em relação à imunização, pois acredita-se que a vacina BCG não funciona somente à base de um pedacinho do DNA, mas estimula o sistema imune utilizando parte considerável do genoma", explica o pesquisador. "O que poderia ser mais importante é uma virulência maior da cepa RDRio o que levanta a hipótese de tornar a vacinação menos eficiente ou causar uma doença de forma clínica mais agressiva", conclui.

Abandono do tratamento é amplo e preocupa

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa, causada pela bactéria M. tuberculosis, que atinge principalmente o pulmão, mas pode afetar outros órgãos, como rins e meninges. Ela é transmitida de forma direta, de pessoa para pessoa, através do ar ou de objetos contaminados. Os principais sintomas, que no inicio podem ser fracos e dificultar o diagnóstico, são tosse persistente, com ou sem catarro, febre, principalmente à tarde, sudorese noturna, falta de apetite e emagrecimento. O diagnóstico é feito através do exame do escarro e de raio-x do tórax do paciente. Apesar de ser 100% curável se tratada no início, o índice de abandono do tratamento, realizado com antibióticos, é grande, por ser um processo longo, em que os sintomas regridem logo nos primeiros meses. Por isso, é importante que os pacientes procurem ajuda médico logo e só parem o tratamento após a liberação do médico. A vacina BCG, que deve ser aplicada ao nascer e protege, principalmente, contra formas mais graves da doença. O Brasil ocupa hoje, segundo a Organização Mundial da Saúde, a 15ª posição entre os 22 países com maior numero de casos de TB no mundo.

Fonte: Portal Fiocruz

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Audiência Pública no Senado Federal/Dengue-Rj



(Da esquerda para direita, Sindicalista Sandro Cezar do SINTSAUDE/RJ DISCURSANDO)

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) realizou audiência pública sobre ações de combate à epidemia de dengue no município do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (7), com quatro convidados: Fabiano Pimenta, da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), representando o Ministério da Saúde; Valmi Pessanha Pacheco, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, representando o prefeito César Maia; Victor Berbara, Superintendente de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro e Sandro de Oliveira Cezar, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS).

Para o representante da CNTSS, houve fatores preponderantes para a ocorrência da epidemia no Rio de Janeiro, como o fato de o município ter, hoje, a menor percentagem de agentes comunitários de saúde do Brasil. Em 2002, foram demitidos mais de 5.792 trabalhadores que atuavam no combate ao vetor da dengue no Estado, relembrou.

Ainda segundo Sandro de Oliveira Cezar, esses agentes foram readmitidos no setor público, em 2003, mas a prefeitura não teria aceitado a alocação dos mesmos no município, embora os salários fossem pagos pelo Ministério da Saúde. Conforme ressaltou, essa epidemia está circunscrita, majoritariamente, ao município do Rio. Apesar de o governo federal manter uma relação especial com o governo estadual, o representante da CNTSS considerou que "é sabido que essa relação não é boa com a prefeitura do município".

Secretaria de Saúde

De acordo com Victor Berbara, representante da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, a dengue não é característica exclusiva do Rio de Janeiro, uma vez que, somente nas Américas, a doença existe do sul dos Estados Unidos até o norte da Patagônia (Argentina). São 100 milhões de pessoas expostas e 100 mil doentes por ano, acrescentou.

Segundo registrou, a atual epidemia no Brasil resultou em 121 mil casos confirmados e 103 óbitos. Ele reconheceu, no entanto, ter havido uma mudança no perfil da doença no Rio de Janeiro, uma vez que, até em áreas de altitude, está havendo casos da doença, o que não acontecia anteriormente.

Para Valmi Pessanha Pacheco, representante do prefeito César Maia, a dengue está presente em 38 municípios dos 90 do estado. Ele informou que, na cidade do Rio de Janeiro, as notificações em maio foram menores, o que levaria a crer que o pior já passou. De qualquer forma, reconheceu a gravidade da epidemia no município, com 70 mil casos registrados de dengue, entre 2007 e 2008, para seis milhões de habitantes.

Em relação à prevenção da doença, Valmi afirmou ser preciso mudar a estratégia de controle do vetor, comentando ser impossível manter uma estratégia de combate domicílio a domicílio. Conforme observou, existem apenas 2.200 agentes de combate à epidemia para 3,2 milhões de domicílios.

Ministério da Saúde

Segundo Fabiano Pimenta, da Secretaria de Vigilância em Saúde, o abastecimento de água irregular na cidade do Rio de Janeiro é um fator agravante da epidemia, por levar a população a armazenar água em tonéis e recipientes. Ele disse que a vigilância sanitária tem de ser complexa e integrada na ação de combate à dengue, porque há três sorotipos convivendo, fato que traz complicação nos casos. O arsenal disponível não inclui vacinas ainda, o que aumenta a importância da busca de parcerias com a sociedade para ações de educação e combate ao mosquito.

Para o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), a epidemia de dengue não surgiu somente no Rio de Janeiro. Em quase todos os estados do Nordeste houve aumento na incidência da dengue. Em Sergipe, informou ter havido aumento de 1.271% no número de casos em relação ao ano anterior.

Fabiano Pimenta, do Ministério da Saúde, reivindicou união de esforços entre as três esferas governamentais e admitiu que uma vacina não estará disponível antes de cinco anos. Ele lembrou existirem quatro tipos de sorotipos na dengue, enquanto na febre amarela trata-se de um vírus único.

O representante do Ministério da Saúde defendeu a manutenção de níveis mais baixos de infestação e lembrou o problema da violência urbana, que faz com que em 40% das casas no Rio de Janeiro não se permita a entrada dos agentes de saúde.

Para Victor Berbara, o foco de hoje é a mobilização da população, e isso não deve ser deixado de lado porque nunca será possível erradicar a doença. Ele disse não ser verdade ter havido mais casos em 2007/2008 do que em 2002, mas reconheceu que a gravidade dos casos e o número de óbitos foram nitidamente mais agudos. A senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) sustentou que o contingenciamento de verbas no setor de saúde e de saneamento básico não pode acontecer, associando a epidemia de dengue à descontinuidade nas ações de saúde. A audiência pública da CAS se realizou em conjunto com a Subcomissão Permanente de Promoção e Defesa da Saúde.

Laura Fonseca / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: www.sintsauderj.blogspot.com

Nossa opinião: estávamos ontém dando entrevista à Rádio Búzios Comunidade(87,9 FM Buzios), quando a radialista Tatiara Leon nos perguntou ao final, se acreditamos num trabalho mais consistente, para que no próximo verão, não tenhamos dengue. Respondemos com o último parágrafo da notícia acima: não se deve substimar a mobilização popular, sobretudo agora que entramos no inverno, o ciclo biológico do Aedes aegypti muda, mas aí é que é preciso que entrem as ações educativas e de controle, como prevenção. Parabéns SINTSAUDE/RJ. Parabéns à todos que sonham com um país melhor, com SAÚDE PARA TODOS!

Biólogo Ambiental Carlos Simas

sábado, 3 de maio de 2008

Mosquitos usados contra a Dengue









As autoridades sanitárias da Malásia planejam recorrer a engenharia genética para combater a Dengue. A Malásia recorreu ao serviço da empresa britânica Oxitec, especializada na biotecnologia dos insectos, para supervisionar uma experiênia durante a qual serão libertados milhões de mosquitos geneticamente modificados numa ilha de pescadores ao sul da capital, Kuala Lumpur.

A experiência deverá ocorrer no mês de maio. Espera-se que os insetos geneticamente modificados provoquem a morte das larvas das fêmeas durante a reprodução. A medida está, no entanto, sendo criticada por grupos de ecologistas, que temem que a mutação genética dos insetos possa piorar a situação.

Fonte: www.riocontradengue.com.br

Jornal Correio da Manhã (Portugal)

Nossa opinião: Sempre que se realiza manipulação envolvendo esperiências genéticas(biotecnologia), corre-se o risco de um grave e irreparável desequilíbrio ecológico. Neste caso específico, por exemplo, esses mosquitos geneticamente modificados, poderiam, sofrer mutação e deixarem prole, ainda mais resistentes aos atuais inseticidas, poderiam também, com a mudança genética, desenvolver habilidades no cruzamento interespecífico.(entre diferentes espécies), o que hoje não ocorre, devido ao bloqueio reprodutivo, enfim, os biólogos, ecólogos e ambientalistas, de um modo geral, estão temerosos, mas a ciência precisa avançar em busca de soluções! O que você acha? Nos escreva, por favor!

Biólogo Ambiental Carlos Simas













Pessoas acima dos 60 anos devem tomar a vacina contra gripe